Conforme Marcos Juliano Ofenbock, 41 anos, economista por formação e arqueólogo por uma espécie de destino, o pirata não é apenas uma lenda. Anos se passaram e o arqueólogo, fascinado pela história de Zulmiro, que ainda era conhecida como lenda, conseguiu comprovar a existência dele por meio de documentos ingleses depois de 15 anos de pesquisa. A descoberta surgiu por meio de uma pesquisa no livro de registros do Cemitério Municipal São Francisco de Paula. Na lista de sepultamentos de 24 de julho de 1889, João Franciso Inglês, nome que Zulmiro adotou quando chegou à capital, aparece registrado. Além desse documento, Marcos Juliano também localizou documentos sobre o pirata da época em que ele vivia na Inglaterra.
Em 1798, a cidade de Cork, na Irlanda, ainda fazia parte da Inglaterra e foi neste lugar que Francis Hodder, que mais tarde se tornaria o pirata Zulmiro, nasceu. De família rica e com privilégios, estudou na Etton College, uma escola interna para garotos, fundada em 1440 por Henrique VI da Inglaterra. Atualmente, a instituição educa mais de 1.300 alunos, com idades entre 13 e 18 anos. Quando entrou na escola, Francis Hodder, como se identificava, tinha apenas 13 anos e foi li que se formou. Anos se passaram e ele entrou para a Marinha Britânica, mas acabou matando um oficial e fugiu para não ser morto.
Ele resolve abandonar o passado e faz um acordo com outros dois piratas, José Sancho e um russo, com uma cicatriz na cara, chamado de Zarolho. Eles roubam esse grande tesouro no Peru e resolvem esconder a fortuna na Ilha da Trindade no Brasil.
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