Durante a conferência de resultados da Meta em julho, Mark Zuckerberg fez uma declaração ousada: no futuro, quem não usar óculos inteligentes poderá estar em “desvantagem cognitiva significativa” em relação a quem adotar a tecnologia. Essa visão pode ganhar corpo nesta semana, durante a conferência Meta Connect, onde a gigante das mídias sociais deve anunciar uma nova geração de óculos inteligentes em parceria com a Ray-Ban.
Segundo relatórios de mercado, os novos dispositivos contarão com inteligência artificial avançada, capaz de analisar o ambiente, responder a perguntas e até oferecer traduções em tempo real. O anúncio acontece em meio a um cenário de forte concorrência, com gigantes como Google, Samsung, Snap e Amazon também preparando lançamentos de óculos inteligentes. Para a Meta, que viu a receita com os Ray-Ban triplicar no último ano, o produto é a aposta para se posicionar além dos smartphones, dominados por rivais como Apple e Google.
Apesar do entusiasmo, especialistas destacam que os óculos inteligentes ainda são um mercado de nicho, com vendas muito inferiores às de celulares. Mas para Zuckerberg, eles podem ser o caminho para transformar a experiência digital e reduzir a dependência da empresa de outras fabricantes de hardware. “Todo mundo está procurando o que vem depois do smartphone”, resume o analista Guillaume Chansin e a Meta quer chegar primeiro.
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