Zózimo Alves Calazans foi um lendário zagueiro brasileiro, bicampeão mundial com a Seleção Brasileira nas Copas de 1958 e 1962. Conhecido por sua elegância em campo, ele foi reserva em 1958 e consolidou-se como titular absoluto na campanha do bicampeonato no Chile em 1962. Muito à frente de seu tempo, Zózimo era conhecido por sua erudição, por ler clássicos da literatura e por ser o único atleta do grupo brasileiro de 1958 que falava inglês fluentemente, além de dominar francês e espanhol
Aos 16 anos de idade foi para o Rio de Janeiro jogar pelo São Cristovão e depois foi contratado pelo Bangu. Por 14 anos ficou em Moça Bonita vestindo a camisa alvirrubra do clube banguense. No Bangu não conseguiu nenhum titulo nacional. Mas seria para sempre seu maior ídolo. Jogava de cabeça erguida como os grandes craques. A bola estava sempre nos seus pés, sob controle. Ele a encarava e sabia sempre o que estava fazendo. Seus companheiros de time entendiam o recado de um simples olhar. Zózimo era mais que inteligente: andava com elegância, tanto no gramado como na rua. Com mais de 460 partidas disputadas no Ídolo do Bangu: entre 1951 e 1964, é considerado um dos maiores nomes da história do clube carioca. Além das Copas do Mundo, representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Helsinque em 1952 e vestiu camisas de outros grandes times como Flamengo, Portuguesa, Sport Boys (Peru) e CD Águila
Foi um dos grandes zagueiros da Seleção Brasileira de Futebol, sendo campeão da Copa do Mundo FIFA em 1958 e 1962. Pela seleção principal, atuou de 1955 a 1962, somando 37 jogos, 26 vitórias, 6 empates, 5 derrotas e um gol marcado. Em jogos de Copa do Mundo foram 6 jogos, 5 vitórias e 1 empate. Toda a passagem de Zózimo pela seleção foi no mesmo período em que era jogador do Bangu.
Disputou também as Olimpíadas de Helsinque, em 1952, pela Seleção Olímpica. Foram 3 jogos, 2 vitórias e 1 derrota, e 1 gol assinalado. Atuou pelo Bangu de 1952 a 1964, fazendo 461 partidas sendo o terceiro jogador que mais atuou pelo Bangu na história. Em 1964 atuou pela Esportiva de Guaratinguetá. Em 1965 chegou ao Flamengo, onde fez 4 partidas e nenhum gol. Encerrou a carreira no Sport Boys, do Peru. O jogador é citado no documentário Subterrâneos do futebol (1964), quando se faz referência a um caso de suborno envolvendo o seu nome.
Depois de voltar do Peru, Zózimo passou a treinar os juvenis do Campo Grande, no Rio de Janeiro. Na manhã de 21 de setembro de 1977, ele dirigia em alta velocidade seu Fusca pela Estrada do Mendanha, rumo ao Estádio Ítalo del Cima, para dar um treino, quando perdeu o controle do veículo e bateu em um poste. O ex-jogador ainda conseguiu deixar o carro e dar alguns passos, mas tombou logo em seguida. Quando a polícia chegou ao local, só o reconheceu por causa de uma carteirinha da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) em seu bolso, que identificava como um bicampeão mundial.
Na semana anterior, ele tinha sido cotado para o cargo de treinador do time principal do America. Seu corpo foi velado no salão oficial do Bangu. A CBD decretou luto oficial de três dias. Ainda naquela tarde, foi observado um minuto de silêncio em sua homenagem, antes do segundo tempo do jogo entre Bangu e Vasco, em Moça Bonita. A notícia de sua morte foi destaque na imprensa peruana. "À surpresa inicial, sucedeu a recordação emocionada de um dos mais corretos desportistas que já conhecemos", disse Manoel Doria, editor de Esportes do jornal La Prensa, de Lima. "Aqui no Peru, onde soube ganhar o carinho geral, os torcedores estão de luto."
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