O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pressionou as nações parceiras por mais assistência militar à Ucrânia na Conferência de Segurança de Munique, nesse sábado (17), em meio a sinais de que a guerra está a favor da Rússia. Seu pedido veio logo após as forças ucranianas anunciarem sua retirada da cidade de Avdiivka.
Entretanto, sua mensagem foi clara: "nossas ações são limitadas apenas pela quantidade e alcance do nosso leque de forças, o que não depende de nós", afirmou aos líderes reunidos para o grande evento da diplomacia mundial, enquanto a Ucrânia entra em seu terceiro ano de guerra.
"Podemos recuperar nossas terras. E Putin pode perder. Isso já aconteceu mais de uma vez no campo de batalha", argumentou. No entanto, o presidente ucraniano lamentou que seu país esteja "em um déficit de armas, especialmente de artilharia e capacidades de longo alcance". Esta falta "permite a Putin se adaptar à intensidade atual da guerra".
Kiev tem pedido há meses aos seus aliados armas de longo alcance capazes de atingir mais profundamente as tropas russas. Uma questão que o chanceler alemão Olaf Scholz evitou cuidadosamente no sábado. "Passo a passo, sempre decidimos o que é certo a fazer no momento certo", respondeu, indicando que a entrega dessas armas não estava na agenda.
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