O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, adotou uma estratégia que vem alterando a dinâmica da guerra ao ampliar ataques contra alvos militares e logísticos em território russo. Com o uso crescente de drones de longo alcance, a Ucrânia passou a atingir refinarias, depósitos de combustível, bases aéreas e centros de abastecimento, buscando reduzir a capacidade operacional das forças de Vladimir Putin e elevar os custos do conflito para Moscou.
A nova tática representa uma mudança em relação aos primeiros anos da guerra, quando a maior parte dos combates se concentrava em solo ucraniano. Autoridades e analistas militares avaliam que Kiev tenta enfraquecer a infraestrutura que sustenta a ofensiva russa, ao mesmo tempo em que demonstra capacidade de alcançar regiões antes consideradas seguras dentro da Rússia. Os ataques também têm servido para pressionar o Kremlin em um momento de impasse militar nas principais frentes de batalha.
A resposta russa tem sido a intensificação de bombardeios contra cidades e instalações estratégicas da Ucrânia, aumentando o risco de uma escalada ainda maior do conflito. Com mais de quatro anos de guerra, a estratégia de Zelenski sinaliza uma nova fase do confronto, marcada não apenas pela disputa territorial, mas também pela tentativa de levar os impactos da guerra diretamente ao território russo e ao centro do poder de Putin.
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