O YouTube concordou em pagar US$ 24,5 milhões (R$ 130,4 milhões) para encerrar o processo movido por Donald Trump após a suspensão de sua conta em decorrência da invasão ao Capitólio em 2021, segundo documentos judiciais divulgados pelo Wall Street Journal. Com a resolução, a plataforma do Google se junta a outras gigantes de tecnologia que fecharam acordos com o ex-presidente, como Meta e X, encerrando disputas judiciais iniciadas após a saída de Trump da Casa Branca.
Do valor total do acordo, US$ 22 milhões serão destinados à organização Trust for the National Mall, voltada à construção de um salão de baile inspirado em Mar-a-Lago, enquanto os US$ 2,5 milhões restantes serão divididos entre outros autores da ação, incluindo a American Conservative Union e a escritora Naomi Wolf. Fontes próximas ao caso indicam que o Google buscou manter o valor do acordo abaixo do pago pela Meta, que fechou em US$ 25 milhões.
A negociação contou com a participação do CEO do Google, Sundar Pichai, e do cofundador Sergey Brin, em mediação realizada em Mar-a-Lago e em um clube de golfe vizinho, chegando até a um almoço no terraço do local. A conta de Trump no YouTube foi reativada apenas em março de 2023, e especialistas apontam fragilidade jurídica das ações, já que plataformas privadas não são obrigadas a garantir acesso a usuários. Ainda assim, analistas destacam que as empresas têm interesse em encerrar litígios diante de um governo que regula diretamente seus negócios.
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