Davi Kopenawa Yanomami é reconhecido como uma das figuras centrais na luta pelo reconhecimento, demarcação e homologação do território Yanomami, consolidada em 1992. Xamã, porta-voz e líder político do seu povo, Kopenawa atuou ativamente tanto na mobilização interna quanto na pressão internacional para proteger a terra indígena de mais de 9,6 milhões de hectares contra a invasão de garimpeiros.
Kopenawa viajou ao exterior para denunciar o genocídio Yanomami, reunindo-se com autoridades da ONU e líderes mundiais para sensibilizar a opinião pública. Em 1992, ele presenciou a assinatura da homologação do território pelo então presidente Fernando Collor. Fundou e preside a associação (criada em 2004) que atua na defesa dos direitos, proteção da terra, educação e saúde do povo Yanomami.
O ativismo de Davi Kopenawa em defesa de seu povo e da floresta então se intensificou. Em 2010, foi lançada na França sua obra A queda do Céu, escrita em parceria com o antropólogo francês Bruce Albert. No Brasil, o livro foi taduzido e poblicado em 2015. É um manifesto xamânico e autobriográfico para denunciar a destruição do povo Yanomami.
Por sua atuação na defesa da floresta e dos direitos indígenas recebeu diversos prêmios, entre eles a Global 500, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (1989); a Ordem do Rio Branco ao grau de Cavaleiro, em Brasília (1999); o Prêmio Itaú Cultural (2017) e o prêmio Right Livelihood (2019).
Em dezembro de 2020, Davi Kopenawa foi eleito membro colaborador da Academia Brasileira de Ciências. Humanos das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, por seu ataque aos povos indígenas e à floresta amazônica. Em 2022, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Roraima
(UFRR). Fonte:https://ensinarhistoria.com.br/liderancas-indigenas -
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