Na noite da quarta-feira (18 de setembro de 2024), o X, rede social anteriormente conhecida como Twitter, iniciou a remoção de perfis cuja suspensão havia sido ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. As contas de influenciadores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como Allan dos Santos, Paulo Figueiredo e o youtuber Monark, foram bloqueadas no Brasil, embora ainda possam ser acessadas no exterior.
Até recentemente, a plataforma, agora sob o comando de Elon Musk, resistia em cumprir as decisões judiciais brasileiras. Em agosto, o X anunciou o fechamento de seu escritório no Brasil em protesto às ordens de Moraes, o que culminou na suspensão temporária da rede social no país em 30 de agosto. A decisão foi mantida por unanimidade pela 1ª Turma do STF no início de setembro.
Na quarta-feira, a rede social voltou a funcionar em alguns dispositivos no Brasil, permitindo que usuários confirmassem o bloqueio dos perfis suspensos. Segundo a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), o retorno parcial do X foi possibilitado por uma atualização do aplicativo, que dificultou o bloqueio ao vincular os endereços IP ao serviço Cloudflare.
Esse sistema de IPs dinâmicos, amplamente utilizado por grandes plataformas digitais e bancos, entrelaça os endereços eletrônicos com outros serviços, tornando a implementação do bloqueio mais complexa. A Abrint informou que a mudança ocorreu durante a noite e permitiu que alguns usuários voltassem a acessar o X no Brasil.
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