Tuesday, 09 de June de 2026
22/04/2023   09:00h - Política Regional

Wilker Barreto e Joana D"arc trocam insultos em sessão da ALEAM

A deputada Joana D’arc (UB) e o deputado Wilker Barreto (Cidadania) protagonizaram um bate-boca com troca de acusações e ameaça de denúncia de violência política no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) na sessão desta quinta-feira (20/04), devido à multa aplicada ao influencer Agenor Tupinambá, e as acusações contra ele de maus tratos a animais silvestres.

 

A confusão aconteceu durante um protesto de profissionais da educação, que cobravam o reajuste da data-base da classe. Wilker alegou, na tribuna, ver uma “inversão de valores” nas redes sociais, que estão mobilizadas em prol da causa de Agenor.

 

“Eu posso mostrar aqui as fotos que eu recebi de criancinhas nos corredores e isso não terá o mesmo alcance do que o assunto da capivara. Que valores são esses? Crianças sem leite, crianças nos corredores e hoje as redes sociais só falam na capivara”, disse Barreto.

 

Defensora da causa animal, Joana D’arc pediu a palavra para defender a luta pelos direitos dos animais. Enquanto ela falava, os professores gritavam no auditório em defesa de Wilker.

 

“Deputado Wilker, com todo o respeito, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu defendo a educação, peço só o respeito pela causa que eu represento. É apenas isso. Eu ia me manifestar, mas não vou permitir você desmerecer minha causa porque eu também defendo crianças”, declarou Joana. Em meio a protestos, D’arc continuou. “Você é misógino. Você não respeita a causa dos outros. Eu quero pedir dos professores, aqui não é a causa de vocês que estamos falando, é de respeito. Eu não vou me calar”, falou a deputada aos gritos.

 

“Senhor presidente, aqui é o parlamento ou é a feira?”, ironizou Wilker, que continuou: “vossa excelência não defende causa alguma. Como vossa excelência defende a causa da pessoa com deficiência se votou pela extinção da secretaria?”, rebateu o líder do Cidadania.

 

Os microfones do plenário foram cortados a pedido do deputado João Luiz (Republicanos), que presidia a Mesa naquele momento. O clima, no entanto, não amenizou e Joana continuava a gritar na direção de Wilker Barreto: “o senhor não respeita as mulheres”. 

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