Recentemente, a atividade da extrema-direita brasileira, que acontece na internet todos os dias, ganhou um esporão quando o jovem baiano Wallex Guimarães fundou uma corrente política inspirada no nazismo e se intitulou fã e a reencarnação de Adolf Hitler.
De acordo com Adriana Dias, antropóloga e professora da Unicamp, o total de círculos extremistas saltou de apenas 72, em 2015, para 1.117 em 2022, sendo que esse crescimento ocorreu a partir da campanha eleitoral de Bolsonaro em 2018. No final do ano passado, Adriana já tinha mapeado 52 grupos neonazistas, com centenas de células espalhadas por quase todos os estados brasileiros.
Wallex Guimarães, 20 anos, nascido em uma região periférica da cidade de Canavieiras, na Bahia, fundou uma corrente nazista chamada "wallexismo", segundo ele não só para disseminar as ideias de Hitler e do que acredita como sendo "correto", mas também para levar o Brasil à vitória em uma suposta Terceira Guerra Mundial.
Guimarães é um neonazista assumido em suas redes sociais, onde dissemina a palavra do fascismo para seus seguidores. Ele também acredita que é ariano de nascença e a reencarnação de Hitler. Ele escreveu um livro intitulado Reich baiano, que é praticamente uma cópia de Mein Kampf ("Minha Luta"), autobiografia de Hitler, onde foram expressas suas ideias antissemitas, anticomunistas, antimarxistas, racializadas e nacionalistas de extrema-direita.
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