A montadora sueca Volvo abandonou oficialmente sua meta de crescimento de vendas para 2026. A decisão foi motivada por uma retração no mercado automotivo da China mais intensa do que a esperada, o que reduziu o lucro operacional da companhia no segundo trimestre para 826 milhões de coroas suecas (US$ 85 milhões), ficando abaixo das projeções dos analistas.
O reflexo financeiro foi imediato: as ações da fabricante, controlada pela holding chinesa Geely, despencaram até 11% na Bolsa de Estocolmo, acumulando uma perda de mais de um terço de seu valor de mercado. Segundo o CEO Håkan Samuelsson, o cenário global está “sombrio”, agravado pela confiança enfraquecida dos consumidores, oscilações na demanda por veículos elétricos e forte guerra de preços.
Para o segundo semestre, a Volvo projeta uma recuperação puxada pelas vendas na Europa e nos Estados Unidos, além de prever cortes severos de custos operacionais. No entanto, a diretoria alerta que os planos dependem da estabilidade geopolítica, apontando que uma eventual escalada nos conflitos do Oriente Médio pode voltar a abalar a economia global.
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