quinta, 23 de abril de 2026
09/01/2024   13:15h - Curiosidades

Você sabia que velas eram feitas com filhotes de pássaros no Atlântico Norte?

Você acredita que, em algum momento, as pessoas na região do Atlântico Norte acendiam suas noites com velas feitas de filhotes de pássaros? Parece absurdo, mas um recente estudo mergulhou nesse território sombrio, explorando relatos históricos que sugerem que essa prática de fato existia.

 

De acordo com os estudiosos, os painhos-de-cauda-forcada (Hydrobates leucorhous) e os painhos-de-cauda-quadrada (Hydrobates pelagicus) eram as vítimas dessa prática incomum. Provavelmente, o motivo seria o alto teor de gordura ou óleo nesses pássaros, que fazia com que eles queimassem de maneira eficaz e iluminassem as noites escuras em regiões isoladas.

 

O relato mais antigo dessas velas peculiares é de 1764, no livro Ornithologia borealis, do naturalista dinamarquês Morten Thrane Brünnich. Ele descreve como o pavio, alimentado pela abundância de gordura dos corpos dos filhotes de painhos, substituía as velas nas Ilhas Faroe.  Essas palavras se espalharam amplamente nos primeiros trabalhos ornitológicos, possivelmente alimentando os rumores de que essa prática era comum no local. Inclusive, uma das descobertas da equipe de pesquisa foi um espécime de painho europeu com um pavio enfiado ao longo de seu corpo, encontrado no Museu Pitt Rivers, em Oxford. Este exemplar, originário de Saint Kilda ou de Shetland e adquirido em 1892, foi uma prova tangível de que a prática de fato existiu.

 

Porém, as evidências sugerem que o uso de filhotes de painhos como velas não era tão comum quanto os relatos indicavam. A recente investigação revelou que a maioria dos relatos era de segunda mão, com poucos exemplos realmente verificáveis, como fotografias, relatos em primeira pessoa ou espécimes físicos em museus.

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