Sendo um termo rotineiramente utilizado, o estresse é uma resposta que os organismos tendem a dar em virtude de acontecimentos passadas ou futuros que causem estranhamento ou desconforto. É uma reação bem comum nos indivíduos, mas que merece atenção especial para que não possa prejudicar, em níveis excessivos.
As reações relativas ao estresse são reguladas e controladas por três estruturas: hipotálamo, glândula pituitária e glândula adrenal, que juntas formam o eixo HPA. É este eixo o responsável por secretar adrenalina e cortisol, hormônios responsáveis pela busca do equilíbrio do organismo.
Em especial, o cortisol apresenta níveis variáveis durante o dia, de acordo com a rotina do organismo. Todavia, em situações estressantes, o nível desse hormônio pode ser elevado em até vinte vezes, e, caso essa quantidade se mantenha alta, acarreta o chamado estresse crônico.
A situação crônica do estresse pode desencadear modificações químicas e estruturais em áreas essenciais do cérebro, como hipocampo, córtex pré-frontal e visual, levando até mesmo a morte de neurônios.
Dessa maneira, os prejuízos à saúde dos indivíduos com elevados níveis de cortisol são incalculáveis, indo desde o despertar de doenças que estavam “adormecidas” como esquizofrenia ou depressão até perdas de memória e diminuição no volume de substância cinzenta no cérebro. Vale salientar que a longo prazo, os prejuízos a saúde são ainda mais exagerados e podem ser irreversíveis.
Portanto, dominar as situações estressantes e se manter em equilíbrio consigo são as melhores maneiras de contornar os males que o estresse podem vir a nos causar. Cuide-se!
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