Há cerca de 7 mil anos, nas civilizações da Mesopotamia e do Egito, a produção de cerveja era uma atividade doméstica liderada por mulheres. Considerada um alimento básico, a bebida era preparada nos lares com técnicas passadas de geração em geração. Na Suméria, a importância feminina era tamanha que existia até uma deusa da cerveja, Ninkasi. Já no Egito, além de produzirem, as mulheres também vendiam a bebida.
Na Idade Média, esse papel seguiu na Europa com as “alewives”, mulheres que faziam cerveja em casa e a vendiam em feiras locais. Há quem diga que a imagem clássica da bruxa, com caldeirão, chapéu pontudo e vassoura, tenha surgido dessas cervejeiras medievais.
Com a industrialização, a produção passou às mãos dos homens e as mulheres foram sendo excluídas. Hoje, porém, há um movimento de retomada: cada vez mais mulheres voltam a ocupar espaço como mestres-cervejeiras, sommelières e líderes do setor.
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