Em meio às lanternas japonesas e ao movimento intenso do bairro da Liberdade, no centro de São Paulo, um conjunto de 51 casas geminadas chama a atenção pela arquitetura singular e pela atmosfera tranquila. Conhecida como “Vilinha Portuguesa”, a área fica a poucos metros do metrô Liberdade, na Rua José Ferreira da Rocha, e surpreende visitantes que passam pelos portões quase escondidos entre as ruas Fagundes e Galvão Bueno.
Com casas coloridas, azulejos portugueses e arquitetura inglesa de dois pavimentos, a vilinha parece transportar quem entra para outra cidade. “Você sai do caos do bairro e entra em um lugar silencioso que traz paz”, descreve o músico Thiago Barbosa, que conheceu o espaço por acaso durante uma caminhada. A sensação de refúgio urbano é compartilhada por outros visitantes, que costumam circular pelo local com respeito, conscientes de que se trata de uma área residencial.
A vila foi construída entre as décadas de 1920 e 1940 pelo comerciante e construtor português José Ferreira Rocha, que dá nome à rua. Reconhecida por seu valor histórico, arquitetônico, ambiental e paisagístico, a Vilinha Portuguesa foi tombada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) em 2012, garantindo a preservação de suas características originais.
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