A violência sexual generalizada e a violência de gênero no conflito da Etiópia têm “sido usadas como parte de uma estratégia deliberada para aterrorizar, degradar e humilhar vítimas e minorias étnicas”.
Mulheres e meninas são vítimas desses crimes com “anuência do Estado e de atores não-estatais que intervêm no conflito”. Essas declarações constam de um relatório feito por relatores de direitos humanos destacados pela ONU (Organização das Nações Unidas) e publicado nesta sexta-feira (3).
Os 14 relatores, que analisaram o conflito ocorrendo atualmente nas regiões etíopes de Tigré, Amhara e Afar, no norte do país, repetiram as recomendações sobre a garantia de apoio total e reparação às vítimas e pedem que os responsáveis sejam levados à Justiça.
As sugestões foram feitas na investigação da Comissão Etíope de Direitos Humanos e do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU. Diz o documento que a violência sexual generalizada e a violência de gênero contra mulheres e meninas “são dos mais flagrantes abusos dos direitos humanos e do direito humanitário”.
E destaca, ainda, que a brutalidade desses atos “tem impactos físicos e psicológicos arrasadores nas vítimas, acentuado pela falta de acesso à assistência, ao apoio e à indenização para os sobreviventes”.
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