A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) registrou 144 casos de violência contra profissionais da imprensa em 2024, uma queda de 20,4% em relação ao ano anterior. Apesar da redução, a Fenaj considera o número preocupante, já que permanece acima dos níveis de 2018. O relatório divulgado nesta semana aponta que políticos continuam sendo os principais agressores, respondendo por um terço dos ataques, que incluem assédio judicial, censura e agressões físicas.
O Sudeste liderou em número de casos, com destaque para São Paulo, enquanto o Nordeste ficou em segundo lugar, sendo a Bahia o estado com mais registros. Houve aumento de casos no Norte e no Sul, e queda expressiva no Centro-Oeste. As eleições municipais impulsionaram os ataques, concentrando quase 40% dos episódios entre maio e outubro, especialmente por parte de grupos de extrema direita. O relatório também destaca crescimento de 120% nos casos de censura e aumento do assédio judicial.
A violência de gênero também foi abordada: embora os homens sejam maioria entre as vítimas, mulheres jornalistas sofreram ataques misóginos, como insultos e desqualificação profissional. No cenário internacional, 122 jornalistas foram assassinados, principalmente na Faixa de Gaza. A Fenaj conclui que a violência contra a imprensa no Brasil pode estar se tornando estrutural e reforça a urgência de políticas de proteção à liberdade de imprensa e à integridade dos profissionais.
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