Bernard Drescher, tenente-coronel na reserva e presidente nacional da Associação de Veteranos do Exército disse à Lusa que lamenta a falta de interesse dos políticos alemães, em plena campanha eleitoral para as legislativas de domingo, sobre a participação da Alemanha na última guerra no Afeganistão, demonstrando, por outro lado, “séria” preocupação pelo aproveitamento que a extrema-direita está a exercer sobre o assunto.
A Alemanha participou no conflito afegão com um total de 150 mil efetivos integrados nas forças da Aliança Atlântica, tendo sido a segunda maior força internacional depois dos Estados Unidos. Drescher alerta que nos últimos anos têm surgido, na Alemanha, vários grupos com “tendências” de extrema-direita, nomeadamente os autodenominados “UNITER e.V.”, “NORDKREUZ” e o “Veteran Pool”, criado em 2021, e que também inclui ex- -militares negacionistas da atual pandemia de coronavirus.
“Encaramos com preocupação estes desenvolvimentos. Estes grupos de extrema-direita encontraram grande potencial para a radicalização entre os veteranos desencantados e que se distanciaram da democracia. Esta situação tem de ser contrariada, por todos os meios”, disse Bernhard Drescher.
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