Na madrugada desta segunda-feira (24), a Venezuela recebeu 199 imigrantes deportados pelos Estados Unidos, marcando o primeiro voo direto de retorno desde que Donald Trump enviou 238 venezuelanos para uma prisão de segurança máxima em El Salvador no último dia 16 de março. O governo norte-americano acusa os deportados de integrarem a organização criminosa Tren de Aragua, mas familiares e advogados contestam, alegando perseguição injusta.
Ao receber os deportados, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, criticou o tratamento dado aos venezuelanos enviados para El Salvador, exigindo a devolução imediata dos detidos. “Estamos prontos para receber nossos cidadãos. Isso é um ato de regresso de venezuelanos perseguidos nos EUA e sequestrados em El Salvador”, declarou. Enquanto isso, o presidente venezuelano Nicolás Maduro classificou a detenção dos imigrantes como uma tentativa de humilhação nacional, comparando os centros de detenção salvadorenhos a “campos de concentração nazistas”.
A crise diplomática entre Venezuela e EUA se intensificou após acusações mútuas de violação de direitos humanos e sanções econômicas impostas a Caracas. Em meio à controvérsia, o presidente salvadorenho Nayib Bukele afirmou que os venezuelanos permanecerão presos por um ano, período que pode ser renovado.
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