As autoridades venezuelanas anunciaram ontem a libertação de 99 pessoas detidas durante os protestos de 2024, após a questionada reeleição do presidente Nicolás Maduro. A proclamação da vitória de Maduro para um terceiro mandato consecutivo desencadeou manifestações que deixaram 28 mortos e pelo menos 2.400 detidos, que o presidente classificou como "terroristas". A Justiça libertou mais de 2.000 pessoas desde então, segundo dados oficiais.
"O governo nacional e o sistema de Justiça decidiram avaliar caso a caso e conceder, de acordo com a lei, medidas cautelares, o que permitiu a libertação de 99 cidadãos, como expressão concreta do compromisso do Estado com a paz, o diálogo e a Justiça", afirmou o Ministério do Serviço Penitenciário em um comunicado.
Segundo o governo venezuelano, as 99 pessoas "estavam privadas de liberdade por sua participação nos atos de violência e incitação ao ódio, posteriores à jornada eleitoral de 28 de julho de 2024". A oposição denunciou fraude nas eleições e reivindicou a vitória do ex-embaixador Edmundo González Urrutia, exilado na Espanha desde setembro de 2024.
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