Ales Bialiatski, ativista belarusso e vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2022, foi condenado a 10 anos de prisão em Belarus, juntamente com outras três pessoas ligadas à organização de direitos humanos Viasna. A sentença foi anunciada pela própria organização. Alyaksei Kolchyn, conselheiro da ONG, chamou a pena de "ultrajante" e uma "vingança do Estado".
O advogado e também conselheiro da Viasna, Pavel Sapelka, minimizou o fato de que a corte não atendeu ao pedido de pena máxima feito pela promotoria, que era de 12 anos. Para ele, a única solução justa é a reivindicação e restauração dos direitos violados e a plena reabilitação dos condenados.
Segundo a Viasna, os quatro condenados receberam a sentença "com um sorriso no rosto". Alena Maslyukova, membro da ONG, disse que todos ficaram orgulhosos de ouvir sua sentença e pareciam muito dignos. No entanto, ela expressou sua preocupação com as condições em que os condenados serão mantidos e pediu que sejam tratados de forma humana.
Ales Bialiatski é conhecido por seu trabalho em defesa dos direitos humanos em Belarus, incluindo a luta contra a pena de morte. Ele fundou a Viasna em 1996 e foi preso em 2011 por acusações de evasão fiscal, consideradas por muitos como uma tentativa do governo de silenciar a organização. Sua condenação e a dos outros membros da Viasna foram amplamente criticadas por organizações de direitos humanos e governos ao redor do mundo.
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