A velocidade mediana da internet via satélite da Starlink no Brasil apresenta quedas de até 40% nos horários de maior pico, caindo de 149,5 Mbps durante a madrugada para 90,6 Mbps à tarde. Segundo dados da Ookla e da Anatel, a instabilidade é reflexo do forte congestionamento na rede, impulsionado por um crescimento de 20,5% na base de assinantes entre janeiro e maio de 2026, totalizando mais de 791 mil contratos no país.
Apesar da redução no desempenho durante o dia, a empresa já se consolidou como a 13ª maior provedora de banda larga fixa do Brasil, tornando o país seu segundo maior mercado global. O avanço é impulsionado principalmente pelo setor rural, onde a tecnologia detém 9,34% de participação e supera grandes operadoras de fibra óptica, além do diferencial de portabilidade da antena, que permite aos usuários utilizarem o serviço em múltiplos locais.
Para conter o gargalo operacional e manter o ritmo de expansão, a companhia aposta no lançamento da futura geração de satélites V3, projetada para multiplicar em até dez vezes a capacidade de tráfego. Enquanto os novos equipamentos dependem da validação do foguete Starship para entrarem em funcionamento, o principal desafio da marca no mercado brasileiro permanece em equilibrar a entrada de novos clientes com a estabilidade do sinal.
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