A paixão dos brasileiros por animais de estimação é inquestionável, especialmente quando se trata de peixes ornamentais. Conhecida como aquarismo, a criação desses bichinhos é tão popular no país que, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 11 milhões de pessoas mantêm aquários em casa.
Um dos fatores para esse fenômeno, segundo a médica-veterinária Tatiane Aranha, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, é a combinação de beleza, aprendizado prático e baixo esforço de manutenção. Ela explica que, mesmo precisando de cuidados específicos, um aquário bem equilibrado demanda menos trabalho do tutor que um cão ou gato.
Os peixes se alimentam na natureza conforme a fome e a disponibilidade de alimento. Quando há comida em abundância, podem se alimentar várias vezes ao dia, dependendo do hábito alimentar da espécie, seja ela herbívora, onívora ou carnívora. A alimentação em excesso dos peixes ornamentais pode causar problemas de saúde, assim como o acúmulo de sobras de ração no fundo dos aquários. Essa sobra de alimento pode modificar a química da água, aumentar os níveis de toxinas e ser muito prejudicial à saúde dos peixes. Por isso, o tutor deve tomar cuidado em não oferecer alimento em excesso ao animal. A maioria dos peixes não têm pálpebras. É por isso que existe a lenda de que eles não dormem: sem pálpebras, eles não podem fechar os olhos, parecendo estar sempre acordados. Para descansar, eles buscam um local mais “aconchegante”, que pode ser uma estrutura de pedras na natureza; ou uma determinada parte do aquário.
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