O Environmental Defense Fund (EDF) receberá um apoio de peso para monitorar as emissões de metano, gás quase 90 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2) no agravamento do efeito estufa.
O Google irá ajudar a organização a rastrear e atribuir as emissões observadas pelo satélite MethaneSAT, programado para entrar em órbita em março. A parceria visa a aplicação da Inteligência Artificial (IA) e da experiência em mapeamento do Google aos dados de um satélite de alta potência.
O objetivo é identificar as emissões de metano e, a partir disso, gerar oportunidades para ações climáticas mais agressivas de governos e da indústria de combustíveis fósseis, explica a Bloomberg já que o foco do monitoramento será em instalações de petróleo e gás.
Os dados captados pelo MethaneSAT serão processados ??pelas ferramentas de IA do Google e utilizados para gerar um mapa de metano. O documento será publicado no Earth Engine, mas isso não se dará em tempo real, mas sim com dados enviados pelo satélite no decorrer das semanas. O metano também é gerado em aterros sanitários e lixões, a partir da decomposição de material orgânico. E houve mais de 1.000 supervazamentos do gás nessas estruturas desde 2019. Um total de 1.256 eventos de super-emissões de metano ocorreram entre janeiro de 2019 e junho de 2023, de acordo com a análise do Guardian.
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