A onda de violência em Burkina Faso fez dezenas de novas vítimas na quinta-feira (27). Dessa vez, um ataque contra um destacamento das forças armadas deixou 33 militares mortos e 12 feridos no leste do país africano, de acordo com a agência Al Jazeera.
Cercados pelos agressores, os soldados teriam conseguido reagir e alegam ter matado cerca de 40 “terroristas”, segundo um comunicado divulgado pelas forças armadas.
O episódio ocorreu na cidade de Ougarou, província de Gnagna, no leste do país, e não está claro quem realizou o ataque, embora o governo trate o caso como como terrorismo.
O ataque aos militares acontece após um controverso episódio que gerou reações internacionais, inclusive da ONU (Organização das Nações Unidas). Na semana passada, homens com uniformes do exército atacaram uma aldeia no norte de Burkina Faso e deixaram cerca de 150 mortos.
Inicialmente, levantou-se a possibilidade de que fossem extremistas disfarçados. Depois, porém, testemunhas apontaram o dedo para os militares, que teriam atacado civis acusados de dar abrigo a membros de uma facção da Al-Qaeda, o Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (GSIM), na sigla em francês), também conhecido pelo nome em árabe Jamaat Nasr al-Islam wal Muslimin (JNIM).
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.