As oscilações bruscas de temperatura têm provocado um aumento nos casos de desconforto e dor de garganta, levando muitas pessoas a recorrerem a sprays e pastilhas de venda livre nas farmácias. Embora ofereçam um alívio rápido e temporário, o otorrinolaringologista do Hospital Paulista, Dr. Gilberto Pizarro, alerta que esses produtos não são soluções definitivas e devem ser usados com cautela. O especialista ressalta a importância de ler as instruções da bula, observar possíveis contraindicações e alergias, além de manter o corpo bem hidratado para acelerar a recuperação.
O principal perigo do uso contínuo e prolongado desses medicamentos é o risco de ocultar problemas de saúde mais sérios, como infecções virais ou bacterianas que exigem tratamentos específicos. A automedicação frequente pode atrasar o diagnóstico correto e agravar o quadro clínico. Por isso, o médico adverte que, se a dor de garganta persistir por mais de dois ou três dias, o paciente deve interromper o uso paliativo dos produtos e procurar orientação especializada.
Cada caso de inflamação na garganta é único e necessita de uma abordagem personalizada. Buscar a avaliação de um profissional de saúde diante de sintomas recorrentes ou prolongados é a única maneira segura de identificar a real causa do problema e garantir um tratamento eficiente, evitando complicações e o mascaramento de patologias mais graves.
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