Nos últimos anos, a cannabis medicinal deixou de ser vista apenas como um recurso alternativo e passou a ganhar espaço na prática clínica veterinária, especialmente em casos de dor crônica, distúrbios neurológicos e ansiedade.
O que antes era tabu, hoje se apoia em evidências crescentes que mostram como os fitocanabinoides atuam no sistema endocanabinoide de cães e gatos, regulando processos como apetite, sono, inflamação, convulsões e bem-estar geral.
Para tutores, os benefícios vão além da melhora clínica: em muitos casos, a terapia canabinóide representa uma nova chance de qualidade de vida para animais já sem opções terapêuticas convencionais.
O campo da oncologia veterinária, em particular, tem observado resultados promissores. Estudos in vitro com células tumorais de cães demonstraram que compostos derivados da cannabis podem inibir o crescimento celular e até potencializar a ação de tratamentos já estabelecidos, como a quimioterapia e a radioterapia.
Em um modelo experimental de glioma canino, por exemplo, o canabidiol (CBD) associado à radiação aumentou a sobrevida dos animais em comparação à radiação isolada.
Relatos de casos clínicos também reforçam o potencial paliativo: cães com carcinoma de bexiga ou tumores metastáticos apresentaram melhora significativa em parâmetros como dor, apetite e disposição após a introdução de extratos de cannabis.
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