A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) completou 60 anos de fundação com uma cerimônia que reuniu atuais e antigos dirigentes da instituição. Realizado no auditório V da Faculdade de Ciências Médicas, o evento teve apresentação musical da Unicamp Cello Ensemble e contou com a presença de cinco ex-reitores: Antônio José de Almeida Meirelles, José Tadeu Jorge, Fernando Costa, Carlos Vogt e Marcelo Knobel, que participou por meio de vídeo. A solenidade também relembrou a trajetória da universidade e destacou os desafios para as próximas décadas.
Durante o evento, o reitor Paulo Cesar Montagner afirmou que um dos principais desafios da Unicamp é manter sua relevância para o país no futuro, assim como ocorreu desde sua criação, em 1966. Segundo ele, a universidade precisa preservar os princípios que marcaram sua história, mas também ter disposição para acompanhar as transformações da sociedade. O coordenador-geral Fernando Coelho também ressaltou que os 60 anos representam o início de uma nova fase, marcada pela necessidade de enfrentar questões como mudanças ambientais, inteligência artificial e a valorização do pensamento crítico.
A cerimônia ainda contou com a participação de antigos coordenadores-gerais da universidade, entre eles André Maria Pompeo Villalobos, Fernando Galembeck, Álvaro Crósta e Teresa Atvars. Sérgio Vaz, filho de Zeferino Vaz, fundador da Unicamp, participou do encontro acompanhado das filhas Camila e Fernanda. Ao falar sobre o legado do pai, ele destacou que uma das principais metas de Zeferino era reunir pesquisadores e profissionais qualificados para construir uma universidade de excelência. Para Sérgio, o projeto idealizado pelo fundador acabou se concretizando ao longo das seis décadas.
O secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Vahan Agopyan, destacou a evolução da Unicamp no cenário acadêmico internacional e afirmou que a instituição deixou de ser apenas uma das universidades jovens de destaque para ocupar posição entre as melhores do mundo. Na avaliação dele, a universidade também precisa ampliar a aproximação com as necessidades da sociedade e adaptar suas atividades de ensino e pesquisa às novas tecnologias. Com a celebração dos 60 anos, a Unicamp projeta uma nova etapa de sua história, buscando conciliar o legado construído desde 1966 com as demandas científicas, tecnológicas e sociais do futuro.
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