A União Europeia anunciou ontem (13), a suspensão das importações de carne bovina brasileira a partir de 1º de setembro de 2026. O veto baseia-se em novas exigências ambientais e de rastreabilidade, que obrigam o monitoramento individual de cada animal e a comprovação, por coordenadas geográficas, de que o gado não provém de áreas desmatadas. A medida é vista pelo bloco europeu como um passo fundamental para garantir a sustentabilidade do consumo.
O governo brasileiro e o setor produtivo reagiram negativamente, classificando a decisão como desproporcional e tecnicamente inviável no prazo estabelecido. O Ministério da Agricultura defende que a legislação ambiental do país já é rigorosa, enquanto a Abiec alerta que o veto pode causar um prejuízo anual superior a US$ 1,2 bilhão. O temor é que a restrição afete a imagem do produto brasileiro e gere perdas econômicas significativas no mercado internacional.
Diante do impasse, o Brasil pretende questionar a decisão na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que a barreira ambiental funciona, na prática, como uma restrição comercial. Uma comitiva técnica será enviada a Bruxelas para tentar negociar um adiamento do prazo ou a flexibilização das normas para regiões que comprovem desmatamento zero, buscando evitar o impacto direto na cadeia produtiva nacional.
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