A União Europeia aumentou a pressão sobre a Geórgia, exigindo uma investigação aprofundada sobre irregularidades nas eleições parlamentares de outubro. Os líderes da França, Alemanha e Polônia manifestaram preocupação com as acusações de fraude eleitoral, que favoreciam o partido governamental Sonho Georgiano, que tem fortes laços com Moscou. Além disso, a UE pediu a revogação de uma legislação controversa que limita o financiamento de ONGs e adota medidas anti-LGBT, que muitos veem como um reflexo das influências russas no país.
A tensão política na Geórgia aumentou após os resultados eleitorais, com o partido Sonho Georgiano, no poder há 12 anos, garantindo 54% dos votos. Oposição e manifestantes acusam o governo de manipulação e fraude, organizando protestos diários em Tbilisi. A presidente georgiana, Salome Zurabishvili, também se posicionou contra a validade dos resultados, apontando "fraude imensa" e exigindo mudanças substanciais na legislação, enquanto apelava para uma resposta internacional mais firme.
Os líderes europeus alertaram que, caso a Geórgia não reverta sua atual postura e adote reformas democráticas, especialmente em relação às leis que comprometem os princípios da UE, o país poderá ver prejudicado seu caminho para a adesão ao bloco europeu. Enquanto isso, o Tribunal de Apelações da Geórgia continua analisando as denúncias de fraude eleitoral, com mais de 900 casos reportados, especialmente relacionados a práticas fraudulentas em comissões eleitorais durante o pleito de outubro.
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