O ministro do Turismo, Celso Sabino, foi expulso do União Brasil após descumprir a determinação da sigla para que filiados deixassem o governo Lula. A decisão, tomada ontem (8) pela cúpula partidária, ocorre meses após o partido anunciar o desembarque do governo federal, medida que mirou principalmente Sabino, enquanto preservou indicados sem mandato.
A expulsão encerra uma série de tensões entre o ministro e o partido. Sabino chegou a apresentar uma carta de demissão ao presidente Lula, mas recuou e permaneceu no cargo. No fim de novembro, o Conselho de Ética do União Brasil recomendou sua saída e dissolveu o diretório do Pará, então comandado por Sabino, instalando uma comissão provisória.
Celso Sabino, no entanto, articulou sua permanência na gestão, principalmente pela expectativa de sua participação na execução da COP30 (Conferência Climática da ONU), que estava prestes a ocorrer no Pará, seu estado. Ele é deputado federal licenciado e o evento era um de seus principais palanques. Apesar da negociação, o partido determinou que Sabino deveria abandonar o cargo ou seria expulso da sigla.
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