Um novo relatório da UNESCO revela que seus mais de 2.260 sítios protegidos cobrem 13 milhões de km², área superior à soma de China e Índia. O documento destaca que, enquanto a fauna global sofreu declínio acentuado desde 1970, as populações de animais nessas áreas permaneceram estáveis, consolidando-os como refúgios essenciais para a biodiversidade.
No Brasil, os destaques são o Parque Nacional do Iguaçu e o recém-reconhecido Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que abrigam centenas de espécies ameaçadas e raras. Além da proteção ambiental, essas regiões possuem grande relevância cultural e econômica, abrigando territórios indígenas com mais de mil línguas e gerando cerca de 10% do PIB mundial em suas áreas de influência.
A organização alerta, entretanto, para a vulnerabilidade desses locais diante das crises climáticas, que ameaçam glaciares e recifes de coral. Para conter os riscos, a UNESCO recomenda intensificar a restauração de ecossistemas, fortalecer a integração com políticas nacionais e valorizar o conhecimento tradicional indígena para garantir a sustentabilidade desses polos globais.
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