Um ano depois dos atos extremistas do 8 de Janeiro, 33 obras de arte continuam sendo restauradas ou aguardam pelo reparo. São 15 peças no STF (Supremo Tribunal Federal), 10 no Palácio do Planalto, 6 na Câmara dos Deputados e 2 no Senado. O prejuízo total causado às sedes dos três Poderes, em Brasília, ultrapassou os R$ 22 milhões.
No dia dos atos extremistas, vândalos não pouparam obras de arte de valor inestimável, como o relógio de Dom João VI, do século XVII, que tem valor "fora do padrão" e aguarda um acordo de cooperação técnica com a Embaixada da Suíça no Brasil, que deve oferecer técnicos especializados para o restauro da obra.
Das 21 peças danificadas nas dependências do Senado, 19 foram restauradas.
Uma delas é a tapeçaria de Burle Marx, que foi arrancada da parede pelos extremistas, que sujaram a obra com urina e pó de extintor de incêndio, as outras obras, como a pintura sobre tela "As Mulatas", de Emiliano Di Cavalcanti, e a escultura de bronze "O Flautista", de Bruno Giorgi, exigem trabalho de restauro especializado, segundo o planalto.
Para isso, foi firmado um acordo com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico), e os trabalhos de restauração têm previsão para iniciarem ainda em janeiro deste ano na Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
Por Andreia Fernandes
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