Monday, 08 de June de 2026
15/02/2024   13:40h - Meio Ambiente

U$5,6 milhões são captados para restaurar áreas alagáveis na Amazônia

A iniciativa deve evitar a emissão de 10 milhões de toneladas de CO2 e gerar benefícios diretos para cerca de 1,6 mil pessoas de comunidades locais tradicionais e indígenas.

O projeto 'Restauração de Áreas Alagáveis e outros importantes Ecossistemas Amazônicos, Capacitação, inovação, desenvolvimento e transferência tecnológica para restauração ecológica e mitigação da mudança do clima' terá duração de 60 meses e pretende restaurar 25,7 mil hectares.


As áreas alagáveis representam cerca de 11% da bacia Amazônica, que abrange cerca de 7,5 milhões de km2, incluindo a área internacional. Isso significa que cerca de 825 mil km2 são mangues, que têm ciclo de inundação diária, ou várzeas, também chamadas de planícies alagáveis, onde o ciclo de inundação é anual e pode chegar a mais de dez metros.

 

Só na Amazônia Central, essa área chega a 300 mil km2, uma área equivalente ao território da Itália.  As áreas alagáveis são ecossistemas críticos que oferecem serviços ecossistêmicos essenciais, como filtragem e retenção de água e sedimentos, recarregam aquíferos, regulam microclima e são importantes reservas de carbono. No mundo, cerca de 90% dessas áreas foram perdidas e continuam a desaparecer. A proposta do projeto é contribuir com conhecimento e tecnologia para suprir uma lacuna sobre restauração florestal no Brasil.

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