Um tribunal de Istambul, na Turquia, emitiu no final de semana, mandados de prisão contra 37 altos funcionários do governo israelense, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. As acusações envolvem “genocídio e crimes contra a humanidade” que Israel teria “cometido sistematicamente” em Gaza.
Entre os acusados estão, além de Netanyahu, o ministro da Defesa Yisrael Katz, o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir e o chefe do Exército, tenente-general Eyal Zamir.
Os mandados de prisão foram emitidos a pedido da Procuradoria-Geral de Istambul, que, segundo comunicado citado pela agência de notícias turca Anadolu, afirmou que a decisão é o “resultado do genocídio sistemático e dos crimes contra a humanidade cometidos pelo Estado de Israel em Gaza até o momento”.
A procuradoria citou como exemplo o caso de Hind Rajab, uma menina de seis anos morta a tiros por soldados israelenses em 29 de janeiro de 2024.
A Turquia, um dos países mais críticos da guerra iniciada na Faixa de Gaza pelo exército israelense após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, já havia se juntado ao processo de genocídio contra Tel Aviv apresentado pela África do Sul no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) no ano passado.
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