O tubarão-epaulette (Hemiscyllium ocellatum), conhecido como “tubarão-andante”, surpreendeu cientistas da Universidade James Cook, na Austrália, ao revelar uma capacidade metabólica única. Um estudo publicado na revista Biology Open demonstrou que as fêmeas dessa espécie conseguem produzir e botar ovos sem aumentar o consumo de energia.
A descoberta desafia a biologia tradicional, que sempre considerou a reprodução um processo de alto custo energético para os animais. Durante o monitoramento de fêmeas em cativeiro, os pesquisadores mediram taxas de oxigênio e parâmetros hormonais, constatando que o metabolismo se manteve estável durante todo o ciclo reprodutivo.
Mesmo sob estresse ou pressão ambiental, o tubarão-epaulette manteve a postura de ovos, ao contrário de outras espécies que costumam interromper a reprodução para priorizar a própria sobrevivência em condições adversas. Essa resiliência reprodutiva sugere que a espécie possui uma vantagem evolutiva significativa diante do aquecimento global e das mudanças climáticas.
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