Um tubarão-lixa de quase dois metros com uma coloração alaranjada incomum foi avistado na Costa Rica durante uma expedição de pesca turística. O registro, feito em agosto de 2023, voltou a ganhar destaque após a publicação de um estudo da Universidade Federal do Rio Grande, citado pelo Miami Herald. Os pesquisadores identificaram que o animal apresenta xantismo, condição genética rara que provoca excesso de pigmentação amarela ou dourada, até então nunca registrada em tubarões ou outros peixes cartilagíneos.
O que torna o caso ainda mais surpreendente é que o tubarão também exibe sinais de albinismo, caracterizado pela ausência de melanina, o que explica seus olhos brancos visíveis nas imagens. A combinação das duas condições genéticas é inédita, intrigando especialistas. Normalmente, a cor marrom típica dos tubarões-lixa garante camuflagem em recifes, enquanto o tom laranja chamativo poderia dificultar a caça e expor o animal a predadores.
Apesar disso, o exemplar chegou à fase adulta com quase dois metros, indicando que a condição não comprometeu sua sobrevivência. Para os cientistas, a descoberta levanta novas perguntas sobre genética, adaptabilidade e possíveis vantagens evolutivas que permitiram ao tubarão superar os riscos da exposição. O estudo sugere que acompanhar a população local será fundamental para entender se o caso é isolado ou parte de uma tendência genética.
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