A recente determinação do governo Trump de reexaminar todos os green cards emitidos a cidadãos de 19 países considerados "de atenção" representa uma guinada inédita na política migratória americana.
A medida foi anunciada após um ataque em Washington D.C., que feriu dois membros da Guarda Nacional, atribuído a um cidadão afegão. A novidade não está exatamente na resposta securitária a um incidente isolado - está na natureza retroativa e abrangente da política, que agora alcança não apenas novos requerentes, mas residentes permanentes legalmente estabelecidos e casos de asilo já aprovados durante a gestão Biden.
A lista dos países sob escrutínio (Afeganistão, Haiti, Venezuela, Cuba, Irã, Birmânia, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Líbia, Somália, Sudão, Iêmen, Burundi, Laos, Serra Leoa, Togo e Turcomenistão) revela menos uma lógica geográfica coerente do que uma cartografia ideológica do ressentimento.
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