O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a criação de incentivos fiscais federais para fortalecer a indústria cinematográfica e televisiva americana. A proposta foi comparada à Lei Federal de Incentivo à Cultura brasileira, conhecida como Lei Rouanet, por utilizar benefícios fiscais para estimular a produção cultural. Segundo Trump, a medida busca gerar empregos e recuperar a produção audiovisual nos Estados Unidos, que tem perdido projetos para países como Canadá e Reino Unido.
A ideia surgiu após reuniões de Trump com o ator Jon Voight, que participa de articulações com representantes da indústria do entretenimento. Uma das propostas apresentadas prevê um crédito fiscal federal de 20% sobre os custos de mão de obra de produções cinematográficas e televisivas realizadas nos Estados Unidos. Trump afirmou que o investimento em incentivos fiscais poderá retornar aos cofres públicos por meio da atividade econômica gerada pelo setor.
A comparação com a Lei Rouanet, porém, não significa que os dois mecanismos sejam iguais. No Brasil, a legislação permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda devido a projetos culturais previamente aprovados pelo governo. Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), citada pela CNN Brasil, apontou que cada R$ 1 investido por meio de renúncia fiscal pela Lei Rouanet gerou R$ 7,59 em retorno à economia e à sociedade, além de R$ 1,39 em arrecadação tributária. Nos Estados Unidos, a proposta de Trump ainda depende de aprovação do Congresso.
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