Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou categoricamente a privatização dos Correios, apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pela estatal. Lula afirmou que, sob sua gestão, a empresa passará por uma reestruturação para se tornar produtiva e equilibrar suas contas, mencionando que a estratégia atual foca em corrigir o que chamou de "gestão equivocada" de governos anteriores.
O plano de recuperação inclui a possibilidade de transformar os Correios em uma empresa de economia mista e a busca por parcerias estratégicas com empresas nacionais e estrangeiras, como grupos italianos interessados em cooperação técnica. Para viabilizar a modernização e garantir a sustentabilidade operacional diante da concorrência do comércio eletrônico, a estatal negocia empréstimos que podem chegar a R$ 20 bilhões, dependendo do aval do Tesouro Nacional e do Ministério da Fazenda.
O governo também implementou mudanças normativas para facilitar a reorganização financeira de estatais não dependentes sem que estas percam sua autonomia administrativa imediata. Lula enfatizou que, embora uma empresa pública não precise visar lucros exorbitantes, ela tem o dever de ser eficiente e não gerar prejuízos ao país, sinalizando que mudanças de cargos e ajustes de gestão serão realizados para garantir que a estatal "fique de pé".
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