O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu ao afirmar que Luiz Inácio Lula da Silva pode “contatá-lo a qualquer momento” para discutir as tarifas e impasses comerciais entre os dois países. A sinalização marca uma possível reaproximação diplomática após meses de distanciamento, especialmente em meio à imposição de tarifas que atingem produtos-chave da economia brasileira.
A resposta de Lula foi cautelosa. O presidente reiterou que o Brasil sempre esteve aberto ao diálogo, sugerindo que o afastamento partiu de Washington. Enquanto isso, o governo brasileiro adotou uma estratégia de comunicação diversificada: além das vias diplomáticas formais, o vice-presidente Geraldo Alckmin foi ao programa Mais Você para explicar os impactos das tarifas ao público. Café, carne, frutas e mel estão entre os produtos afetados pela medida, que excluiu apenas 700 itens da sobretaxa.
As próximas semanas prometem ser decisivas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem reunião agendada com autoridades norte-americanas, o que demonstra a disposição do governo brasileiro de negociar e evitar danos maiores às exportações. Nos bastidores, cresce a expectativa de que a fala de Trump possa abrir caminho para uma solução diplomática.
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