O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como “um erro” o bombardeio russo que matou 35 pessoas e feriu 117 na cidade ucraniana de Sumy, no último domingo (13). A declaração repercutiu mal entre autoridades e analistas ucranianos, que enxergam o ataque como parte de uma estratégia deliberada do Kremlin para atingir civis e enfraquecer o apoio popular ao governo de Volodymyr Zelensky. Especialistas lembram que ações semelhantes, como o recente ataque a Kryvyi Rih, têm se repetido com frequência.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o uso de mísseis balísticos no ataque a Sumy, alegando ter como alvo uma reunião de comando militar que teria resultado na morte de 60 soldados. No entanto, líderes locais acusaram Moscou de usar essa justificativa para promover o que chamaram de "ataque genocida". Internamente, a tragédia também gerou tensões políticas: parlamentares e autoridades criticaram a decisão do governo regional de realizar uma cerimônia de premiação a militares na cidade, potencialmente atraindo o ataque.
A guerra prolongada tem alterado a vida nas áreas próximas ao front. Tropas ucranianas têm dificuldade para encontrar abrigo em áreas civis, devido ao medo da população de que a presença militar atraia novos bombardeios. A jornalista ucraniana Tetiana Troshchynska alertou para o risco de adotar a narrativa russa de responsabilizar Kiev pelas mortes civis, afirmando que isso significaria “que já perdemos”.
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