A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu três ex-funcionários de um hospital particular em Taguatinga suspeitos de assassinar pacientes na UTI entre novembro e dezembro de 2025. O principal acusado, um técnico de enfermagem de 24 anos, é investigado por injetar substâncias letais, como cloreto de potássio e desinfetante, em vítimas que não apresentavam risco de vida. Para realizar os crimes, ele invadia sistemas médicos e forjava prescrições.
As vítimas identificadas tinham entre 33 e 75 anos, incluindo um funcionário dos Correios que deixou esposa e filho pequeno, e um idoso internado apenas por constipação intestinal. Segundo as investigações, o técnico contava com o apoio de uma colega que vigiava o corredor para evitar flagrantes. Em depoimento, o suspeito apresentou versões contraditórias, alegando desde cansaço extremo até o desejo de “aliviar o sofrimento” dos pacientes.
A polícia instaurou um novo inquérito para apurar mortes suspeitas em outras unidades de saúde onde o grupo trabalhou, com atenção redobrada ao fato de o técnico também atuar em uma UTI neonatal. O caso gerou alerta máximo nas autoridades devido ao perfil das vítimas, que estavam conscientes e estáveis antes das paradas cardiorrespiratórias provocadas intencionalmente pelo profissional.
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