quinta, 23 de abril de 2026
22/03/2026   15:40h - Cinema

Tragédia com pó radioativo que matou criança no Brasil é contada em série da Netflix

O detector de radiação apita quando apontado para uma garota de seis anos. A contaminação já se espalhou por todo o corpo dela. Suas chances de sobreviver são baixas. Celeste, os cientistas descobrem, passou na pele e engoliu a substância césio-137 -um pó brilhante, na aparência, mas extremamente tóxico. Em sua inocência, a menina achou que o belo material tinha vindo das estrelas.

 

Na vida real, Celeste se chamava Leide das Neves Ferreira. Sua história é uma das narradas em "Emergência Radioativa", minissérie brasileira da Netflix que ficcionaliza a tragédia radiológica de Goiânia, em 1987, que contaminou centenas. É, até hoje, o maior acidente radioativo do mundo fora de uma usina nuclear.

O acidente que destruiu Chernobyl, na então União Soviética, havia ocorrido um ano antes. Havia, portanto, um temor generalizado no mundo de que a radiação chegasse a outros países. Por isso, o povo de Goiânia demora a acreditar que algo tão aparentemente inofensivo como um pó azulado pudesse mesmo causar tanta destruição, como afirmam os cientistas.

Na série, os estudiosos saem gritando de forma desesperada pelas ruas, pedindo que as pessoas evacuem suas casas e se abriguem em um local seguro -tudo ali terá de ser descontaminado. É só aos poucos, depois de muita gente ficar doente, perder cabelo, sentir náuseas e notar queimaduras na pele que o pânico começa a se espalhar.

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