Membros terceirizados do serviço de limpeza da Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), localizado na avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, realizaram um protesto para reivindicar salários atrasados, direitos trabalhistas e melhores condições de serviço na manhã desta quarta-feira, 26 de julho.
Os trabalhadores relatam que estão há mais de dois meses sem receber seus salários, provenientes da empresa Maxx Limp, responsável por serviços terceirizados de hospitais públicos de Manaus. Além disso, alegam retaliações, como demissões e suspensões, em caso de reclamação ou questionamento.

“Se vocês forem coletar depoimentos, vão ver que é em vários hospitais de Manaus essa situação. Essa empresa já perdeu contrato com o Francisca Mendes, João Lúcio. O INSS é recolhido todo mês do nosso salário, porém eles não repassam. Nem FGTS também. E a gente nem pode questionar nada, senão é ameaçado, toma suspensão, assédio moral a gente sofre aqui, constrangimento, humilhação”, declarou uma manifestante.
Além das acusações de assédio moral e falta de repasse de seguros, outras denúncias envolvem assinaturas de recibos de pagamento sem o devido depósito do valor, também mediante ameaças de retaliação.
“Eles fazem a gente assinar uma data do recibo de pagamento, sendo que a gente não recebeu. E quando a gente se nega, a gente pega desconto, advertência. Pela falta de salário, eu não vim trabalhar no domingo, aí eles me deram uma suspensão de três dias. Fui expulsa do aluguel porque eles não pagaram, estou na casa dos outros”, relatou uma das funcionárias.

Por lei, todo trabalhador que contribui para a Previdência Social e sofre um acidente, seja no trabalho ou fora dele, tem direito ao auxílio acidente do INSS. Além disso, a empresa deve formalizar Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Caso essa comunicação não seja feita, o empregador pode sofrer sanções do Ministério do Trabalho (MTE).
“Um amigo do nosso plantão sofreu um acidente de trabalho e quebrou a bacia. Ele ficou hospitalizado no 28 de Agosto, e por direito, teria que receber os dias trabalhados, não recebeu nada. Fizemos até uma cota para comprar fralda geriátrica. E para entrar com o INSS, como faz, se está tudo atrasado? Nem o INSS nem a empresa o ajudaram”.
O ON Jornal procurou a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) sobre o caso. Em nota, o órgão declarou, por meio da Fundação Tropical, que o processo de pagamento da referida empresa do mês de junho foi liquidado, e aguarda liberação da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), não existindo nenhum problema orçamentário por parte do hospital.
Também foi solicitada nota da empresa Maxx Limp Serviços LTDA, contudo, não foi retornado o contato.
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