A toupeira-dourada-de-De-Winton, um pequeno mamífero que "nada" pela areia, foi redescoberta na costa noroeste da África do Sul após quase nove décadas sem registros oficiais. Considerada extinta desde 1937, a espécie foi localizada por uma equipe de cientistas e conservacionistas em dunas costeiras perto de Port Nolloth. O animal é conhecido por ser extremamente esquivo, vivendo quase inteiramente sob o solo e possuindo túneis que desmoronam facilmente, o que dificultou sua detecção por gerações.
A confirmação definitiva da existência da espécie não dependeu apenas de avistamentos, mas da tecnologia de DNA ambiental (eDNA). Os pesquisadores coletaram mais de 100 amostras de solo nas dunas e identificaram vestígios genéticos deixados pelo animal, como células de pele e pelos. Esse material foi comparado com sequências de um espécime de museu, garantindo que não houvesse confusão com outras espécies semelhantes que habitam a mesma região.
A expedição vencedora percorreu cerca de 300 km de litoral e contou com a ajuda estratégica de Jessie, uma cadela da raça Border Collie treinada para farejar toupeiras. Apesar da celebração pelo ressurgimento, os cientistas alertam que a espécie ainda corre sério risco devido à mineração de diamantes na área. A descoberta reacende a esperança para outras "espécies perdidas" e reforça a importância do uso de ferramentas genéticas modernas na preservação da biodiversidade.
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