A torcida mexicana voltou a entoar gritos homofóbicos durante a vitória do México por 3 a 0 contra a República Tcheca, no Estádio Azteca, em partida válida pela última rodada do Grupo A da Copa do Mundo. O alvo das ofensas foi o goleiro tcheco Matej Kovar, que ouviu o tradicional cântico discriminatório repetidas vezes durante as cobranças de tiro de meta, especialmente no segundo tempo. O resultado garantiu a classificação mexicana e eliminou a equipe europeia do torneio, mas o comportamento dos torcedores gerou repercussão na imprensa internacional, e a Fifa ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.
O episódio repete um histórico problemático da seleção da América do Norte em competições internacionais. O México já havia sido multado pela Fifa na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, e recebeu uma punição ainda mais severa na Copa do Mundo do Catar, quando a entidade aplicou uma multa de 100 mil francos suíços devido ao mesmo comportamento nas arquibancadas.
Buscando conter as sanções recorrentes, a Federação Mexicana de Futebol havia lançado, no mês de maio, a campanha “A ola, sim, o grito, não”. A iniciativa institucional reuniu lendas do futebol do país, como Hugo Sánchez e Javier Aguirre, com o objetivo de conscientizar os torcedores a resgatarem a tradicional “ola”, símbolo cultural da Copa de 1986 e abandonarem definitivamente os cânticos preconceituosos. Apesar dos esforços prévios e dos apelos da federação, a reincidência no Estádio Azteca deixa a seleção sob o risco de novas punições severas no Mundial.
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