O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para analisar um pedido que cobra a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados e alegou 'motivo de foro íntimo'. A solicitação foi apresentada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que acusa a presidência da Câmara de travar a criação da comissão que investigaria possíveis irregularidades financeiras envolvendo o banco.
Ao se declarar suspeito por “motivo de foro íntimo”, Toffoli deixou o caso e um novo sorteio definiu o ministro Cristiano Zanin como relator da ação. A suspeição acontece semanas depois de Toffoli já ter saído da relatoria de investigações ligadas ao caso Master, após vir à tona que ele é sócio de uma empresa que negociou parte de um resort com fundos ligados ao empresário Daniel Vorcaro.
No pedido ao STF, Rollemberg afirma que o presidente da Câmara, Hugo Motta, estaria adiando “sem justificativa” a instalação da CPI, mesmo após o requerimento já ter sido protocolado. Enquanto isso, o caso continua esquentando no Supremo: a Corte também deve analisar decisões do ministro André Mendonça relacionadas à investigação e à operação que levou novamente à prisão de Vorcaro.
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