Uma ação conjunta do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) levou orientações sobre combate ao assédio, à discriminação e ao capacitismo a estudantes, professores e gestores de uma escola de Codajás, no interior do Amazonas. A iniciativa, realizada no Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti) José de Araújo Rodrigues, teve como tema “Onde tem inclusão, não tem assédio” e buscou conscientizar a comunidade escolar sobre formas de identificar, prevenir e denunciar situações de preconceito.
A atividade ocorreu no dia 10 de setembro e abriu um ciclo de quatro ações previstas pelas instituições. Durante a programação, os participantes acompanharam três palestras voltadas principalmente à inclusão de pessoas com deficiência e à prevenção de situações de violência e discriminação no ambiente escolar. A iniciativa também contou com a colaboração da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Codajás.
Entre os assuntos abordados estiveram o capacitismo, o respeito às diferenças e atitudes que podem contribuir para a construção de uma escola mais inclusiva. O defensor público Thiago Torres Cordeiro falou sobre como identificar e combater o assédio e a discriminação no ambiente escolar. A psicóloga Elianne Rocha Farias Aguiar abordou a importância do respeito, da inclusão e do direito à diferença, enquanto a juíza do Trabalho Sâmara Christina Souza Nogueira tratou de atitudes anticapacitistas capazes de transformar o ambiente escolar. Ao final, estudantes e educadores participaram de uma rodada de perguntas e troca de experiências.
Pelo TJAM, a programação teve participação da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão e da Divisão de Inclusão, Acessibilidade e Sustentabilidade. A desembargadora Onilza Abreu Gerth destacou a importância de ações educativas permanentes para ampliar o conhecimento sobre discriminação e formar jovens e educadores como agentes de inclusão. A iniciativa reforçou o compromisso das instituições com a construção de ambientes escolares acessíveis, inclusivos e livres de preconceito, assédio e capacitismo.
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