A última análise do desmatamento dentro das áreas protegidas da Amazônia feita pelo Imazon mostrou que, entre fevereiro e abril, as três terras indígenas mais pressionadas foram a Yanomami (AM/RR), Alto Rio Negro (AM) e Mundurukú (PA). Os dados são do monitoramento trimestral Ameaça e Pressão. Tanto o território Yanomami quanto o Mundurukú foram alvos de ataques de garimpeiros ilegais recentemente, casos que motivaram ordens judiciais de proteção. No boletim Ameaça e Pressão dos meses de fevereiro a abril do ano passado, ambas as terras indígenas também apareceram entre as 10 mais pressionadas, na primeira e na sexta colocação, respectivamente.
“As ocorrências de desmatamento dentro de terras indígenas se intensificaram nos últimos anos com o objetivo de extrair recursos naturais dos territórios, como madeira e minérios, e de exercer pressão para a redução de seus limites através de projetos de lei, legalizando as ocupações ilegais que ocorrem através do desmatamento”, explica o pesquisador do Imazon Antonio Fonseca. Na publicação, o Imazon classifica como pressão o desmatamento que ocorre dentro das áreas protegidas. No ranking que leva em conta todos os territórios, não apenas os indígenas, o que mais sofreu pressão entre fevereiro e abril foi a APA Triunfo do Xingu (PA), uma unidade de conservação estadual.
O local teve três vezes mais ocorrências de desmatamento que o segundo colocado, o território Yanomami (AM/RR), e quatro vezes mais do que o terceiro, a Flona do Jamanxim (PA), que é uma unidade de conservação federal. Para analisar a pressão nas áreas protegidas, o Imazon cruza dados do seu Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), monitoramento mensal via imagens de satélites (incluindo radar), com células de 100 km² na Amazônia Legal.
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